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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil sediou, ontem (13), em Brasília/DF, o evento de lançamento de uma nova ferramenta de hedge para lácteos da StoneX Leite Brasil. A solução inédita no mercado nacional, que conta com o apoio da CNA e parceria do Cepea, é voltada à gestão de riscos e à proteção de margens em um cenário global cada vez mais volátil. A solenidade contou com a presença de diversas lideranças do setor, dentre elas o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando Alexandre Lacerda.
Com o lançamento, o setor leiteiro brasileiro passa a contar com uma ferramenta de gestão de riscos, replicando processos modernos de comercialização que contribuirão sobremaneira para o desenvolvimento contínuo da atividade. O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Jônadan Ma, afirmou que o lançamento do contrato futuro do leite representa um marco histórico para o setor e um avanço importante na busca por mais previsibilidade para os produtores rurais. “Estamos vivendo uma nova era do leite. Estamos marcando história, e cada um pode dizer que fez parte desse momento.”
Segundo ele, a iniciativa atende a uma demanda antiga da cadeia produtiva, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelos pecuaristas com a volatilidade do mercado. “Como produtores de leite, passamos muitos anos tropeçando e cambaleando diante de um problema crônico do setor, que é a falta de previsibilidade.”
Com a nova ferramenta, o produtor brasileiro passa a ter acesso a instrumentos que permitem conhecer o valor a ser recebido por sua produção, possibilitando a tomada de decisão estratégica e alocar investimentos de médio e longo prazo. A solução é voltada a produtores de leite, cooperativas, laticínios, indústrias de alimentos e ingredientes, tradings, varejistas e demais empresas expostas à volatilidade dos preços dos derivados lácteos, respeitando as especificidades operacionais e financeiras de cada perfil.
Para a pesquisadora do Cepea, Natália Grigol, a cadeia leiteira enfrenta um cenário de elevada complexidade, marcado por volatilidade e incertezas, o que reforça a necessidade de instrumentos que ampliem a gestão de riscos da atividade. “Tivemos uma maior complexidade no setor e, há muito tempo, pedimos mais previsibilidade. A comercialização sempre foi marcada por volatilidade e incerteza. Os mercados mais maduros e eficientes dependem de informações de qualidade, transparência na formação dos preços e instrumentos capazes de reduzir as incertezas e apoiar as decisões produtivas e comerciais.”, diz Natália.